REGISTRO DA PRÁTICA (Diário de Classe e Notas de Aula), do
Professor Donarte Nunes dos Santos Júnior,
E.M.E.F. PORTO NOVO,
Prefeitura de Porto Alegre – SMED/ RME
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
3º AULA DO 3º TRI: DEMOGRAFIA, URBANISMO E ECONOMIA DO CANADÁ E MÉXICO!
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
2ª AULA DO 3º TRI.: CANADÁ E MÉXICO!
N.B.: no encontro de 16 de set., os estudantes assisitiram à preleção de Caio Riter, pelo Programa/ Projeto "Adote um escritor", da SMED, com apoio da "Câmara do Livro".
Assim, nesta aula de Geografia, a Turma 82 avançou nos estudos sobre a América do Norte, com uma aula expositiva dialogada dedicada ao Canadá e ao México.
No estudo do Canadá, foram trabalhados aspectos de sua localização geográfica, clima, vegetação, fauna, recursos naturais e economia. A partir da pesca do salmão, discutimos também elementos de biogeografia, como o ciclo reprodutivo desses peixes e sua relação com animais como ursos e águias. As grandes formações florestais canadenses permitiram abordar a produção madeireira, moveleira e de papel, além da característica folha de plátano, símbolo do país.
Também foram discutidas as principais cidades, como Ottawa e Toronto, a concentração populacional próxima à fronteira com os Estados Unidos, a importância dos Grandes Lagos e aspectos relacionados à qualidade de vida, segurança pública e organização urbana.
Na segunda parte da aula, estudamos o México, observando sua posição geográfica e sua particular condição: pertencente à América do Norte do ponto de vista geográfico e econômico, mas integrado à América Latina sob os aspectos históricos e culturais.
Foram abordados temas como petróleo, produção de prata, desigualdades regionais, a situação de Chiapas, os fluxos migratórios em direção aos Estados Unidos, a fronteira mexicana e os riscos enfrentados por migrantes, incluindo redes de exploração e tráfico de pessoas.
A Cidade do México serviu de ponto de partida para discussões sobre grandes metrópoles latino-americanas, desigualdade socioespacial, criminalidade, cartéis e crescimento urbano. Como referência cultural, foi mencionado o filme “Chamas da Vingança” (Man on Fire, 2004), cuja narrativa se passa na capital mexicana.
Também trabalhamos aspectos físicos do território, com destaque para a Sierra Madre Oriental e a Sierra Madre Ocidental, relacionando relevo, chuvas orográficas, aridez e características do Planalto Mexicano. Por fim, discutimos o fenômeno da subsidência, associado à intensa retirada de água subterrânea e ao rebaixamento progressivo do terreno em áreas urbanas.
Mais do que conhecer dois países, a aula buscou compreender como natureza, sociedade, economia, urbanização, migrações e geopolítica se articulam na construção do espaço geográfico.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
1ª AULA DO 3º TRI.: ESTADOS UNIDOS: PROJEÇÃO MUNDIAL E ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO ECONÔMICO!
Neste encontro, a Turma 82 deu continuidade aos estudos sobre a América do Norte, com uma aula expositiva dialogada dedicada aos Estados Unidos da América.
Inicialmente, foram discutidas algumas das principais dimensões da presença estadunidense no mundo, com destaque para sua influência econômica, cultural e militar e para o papel desempenhado pelo país na organização geopolítica e econômica contemporânea.
Na sequência, o estudo voltou-se para a organização interna do território dos Estados Unidos, especialmente para os chamados “belts”, grandes áreas caracterizadas pela concentração de determinadas atividades econômicas. Foram analisados tanto os belts urbano-industriais quanto os agropecuários, buscando compreender sua localização e sua relação com fatores históricos, econômicos e territoriais.
A aula procurou, assim, articular duas escalas de análise: de um lado, a projeção internacional dos Estados Unidos; de outro, a forma como seu próprio território se organiza para sustentar uma das maiores economias do mundo.
Dessa maneira, os estudantes puderam compreender que o espaço geográfico estadunidense resulta da combinação entre história, recursos naturais, industrialização, agricultura, urbanização e relações de poder.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
RETOMANDO NOSSOS REGISTROS DA PRÁTICA: AULAS DO 2º TRIMESTRE!
Nas últimas semanas, a dinâmica habitual de atualização deste espaço foi temporariamente alterada em razão da intensa mobilização da escola para a realização do Salão de Iniciação Científica – SIC.
Durante esse período, parte significativa de nossas aulas, encontros e tempos pedagógicos esteve dedicada à orientação dos estudantes, à organização e ao desenvolvimento das pesquisas, à preparação dos trabalhos e às diferentes atividades relacionadas ao evento. Foi um período particularmente intenso, no qual a rotina escolar precisou ser reorganizada para que os projetos pudessem chegar ao SIC.
Em razão dessa concentração de atividades, muitas das práticas desenvolvidas nas disciplinas de Geografia e Iniciação Científica não chegaram a ser publicadas, como habitualmente fazemos, neste nosso Registro da Prática.
Isso, entretanto, não significa que elas tenham deixado de acontecer. Ao contrário: foram semanas de muito trabalho, pesquisa, orientação, produção e aprendizagem — justamente o tipo de movimento que este espaço procura documentar.
O que estudamos nesse período?
Nas aulas de Geografia dos 8º anos, iniciamos o estudo da América Anglo-Saxônica, procurando compreender seus principais aspectos naturais e, posteriormente, alguns dos processos históricos fundamentais para a formação territorial dos Estados Unidos da América.
Em aulas expositivas dialogadas, começamos pela Geologia, Geomorfologia e Hidrografia da América do Norte.
Foram estudadas grandes estruturas do relevo, como as Montanhas Rochosas, na porção ocidental do continente, e os Montes Apalaches, no leste, situando-as no contexto da formação geológica do território norte-americano e comparando diferentes estruturas montanhosas do continente americano.
Também localizamos e discutimos a importância de alguns dos principais rios dos Estados Unidos e da América do Norte, entre eles o Mississippi, Missouri, Colorado, Columbia, Ohio e Rio Grande, relacionando-os à ocupação do território, ao abastecimento, à agricultura, aos transportes e à própria formação histórica de determinadas regiões.
O estudo prosseguiu com os climas, formações vegetais e grandes biomas existentes na América do Norte, procurando demonstrar como a enorme extensão territorial e latitudinal produz grande diversidade de paisagens.
A partir da compreensão desse espaço físico, passamos para uma abordagem historiográfica da ocupação e formação territorial dos Estados Unidos.
Foram trabalhadas as Treze Colônias, o processo de colonização britânica e a expansão posterior do território norte-americano, observando que a ocupação europeia não ocorreu sobre um espaço vazio: aquele território já era habitado por numerosos povos autóctones, com diferentes línguas, culturas, territorialidades e formas de organização.
Nesse contexto, discutimos criticamente os processos de conquista territorial, expulsão, confinamento, destruição de modos de vida e morte de populações indígenas ocorridos durante a expansão dos Estados Unidos para o oeste.
Como uma das referências utilizadas em aula, recorremos à obra “Enterrem meu coração na curva do rio”, de Dee Brown, que permite observar esse processo histórico também a partir das experiências dos povos indígenas norte-americanos.
A questão dos bisões recebeu atenção especial. Discutimos a enorme importância que esses animais possuíam para numerosos povos das Grandes Planícies e como a matança em escala gigantesca ocorrida durante a expansão norte-americana representou não apenas uma transformação ambiental, mas também um golpe profundo contra os meios materiais de sobrevivência e as culturas dessas populações.
Foi nesse contexto que refletimos sobre a profunda incompreensão experimentada pelos povos autóctones diante da matança de animais realizada não apenas para alimentação ou subsistência, mas muitas vezes de maneira indiscriminada.
Na sequência, estudamos a chamada Marcha para o Oeste, discutindo a expansão territorial dos Estados Unidos e a ideologia do Destino Manifesto.
Como recurso visual, analisamos a conhecida pintura “American Progress”, de John Gast, de 1872, na qual a figura feminina de Columbia, personificação dos Estados Unidos, avança em direção ao Oeste carregando consigo símbolos daquilo que o século XIX norte-americano entendia como “civilização” e “progresso”. A própria imagem permitiu problematizar aquilo que desaparece ou é empurrado para fora da paisagem à medida que esse “progresso” avança.
Também abordamos a Guerra Civil Americana, especialmente as diferenças existentes entre os estados do Norte e do Sul, a questão da escravidão e os conflitos econômicos, políticos e territoriais que culminaram na guerra entre 1861 e 1865.
Como referência cultural, foi mencionado o romance “E o Vento Levou”, de Margaret Mitchell, e suas representações do Sul escravista e da sociedade sulista durante a Guerra Civil, permitindo também discutir como literatura e cinema constroem determinadas memórias sobre acontecimentos históricos.
Assim, Geografia, História, Literatura e Arte foram mobilizadas conjuntamente para compreender que a formação territorial de um país não ocorre apenas pela definição de fronteiras em um mapa: ela envolve paisagens, recursos naturais, deslocamentos populacionais, conflitos, relações de poder, diferentes projetos de sociedade e diferentes maneiras de atribuir significado ao território.
Encerrado o período de excepcional mobilização em torno do SIC, retomamos, a partir de agora, a atualização regular deste diário, acompanhando novamente o desenvolvimento das aulas, dos conteúdos, das atividades, das pesquisas e das experiências construídas pelos estudantes.
Alguns registros do período anterior poderão ainda aparecer por aqui, recuperando práticas que merecem permanecer documentadas.
Seguimos, portanto. O Registro da Prática continua.
